HÍSTORIA

1981

Em 7 de julho surge a Plebe Rude, formada por André Mueller (baixo), Philippe Seabra (guitarra) e Gutje (bateria e vocal). A primeira música registrada em demo foi “Pressão Social”, que já foi criada no primeiro ensaio, na casa do Fê Lemos (Capital Inicial), na sala de ensaio do Aborto Elétrico.

1982

Em 5 de setembro, a Plebe Rude realizou sua primeira apresentação fora do Distrito Federal, em Patos de Minas (MG), sendo que a Legião Urbana fez seu show de estreia na mesma noite. Os dois grupos foram presos logo após o evento devido ao “conteúdo impróprio” das letras. Segundo os músicos, as faixas que mais incomodaram as autoridades locais foram “Voto Em Branco” (Plebe Rude) e “Música Urbana II” (Legião urbana).
No mesmo ano, Plebe Rude ganhou o prêmio de “Melhor Super 8 Experimental” com o média metragem “Ascensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus”, promovido pela faculdade Ceub de Brasília.
O documentário narra a trajetória da banda até então e conta com trilha sonora desenvolvida pelos próprios músicos. Na época, Plebe Rude e Legião Urbana dividiam uma sala de ensaios, a famosa 2090, situada no Brasília Rádio Center.

1983

Em abril deste ano, aconteceu o Festival da ABO em Brasília, organizado pelas bandas Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, XXX e Banda 69.
A banda também se apresentou pela primeira vez em São Paulo na noite de encerramento do Napalm, casa pioneira do punk na cidade.
As demos das músicas “Dança do Semáforo” e “Sexo e Karatê” foram enviadas para a Rádio Fluminense, e tiveram destaque dentro da programação.

1984

Em janeiro deste ano, a Plebe Rude tocou pela primeira vez no Rio de Janeiro.
A banda, em conjunto com a Legião Urbana (ambos ainda sem disco gravado), abriram o show dos Paralamas do Sucesso no Circo Voador, no lançamento do single “Óculos”.

1985

No dia 7 de julho, Plebe Rude e Legião Urbana abriram o show “Nós Vamos Invadir sua Praia”, da banda Ultraje a Rigor, no Ginásio Presidente Médici (DF).
Em outubro, a banda assinou com a gravadora EMI e começou o processo de gravação de seu primeiro trabalho, intitulado “O Concreto Já Rachou”.
No mesmo ano, fez sua primeira aparição em rede nacional do programa Mixto Quente, da Globo.

1986

Em 11 de fevereiro, a Plebe Rude, neste momento formada por André Mueller (baixo), Philippe Seabra (guitarra e vocal), Gutje (bateria) e Jander (vocal e guitarra), lançou o mini LP “O Concreto Já Rachou”.
Produzido por Herbert Vianna, a obra composta por sete faixas, é o trabalho mais bem sucedido do grupo, alcançando disco de ouro com cerca de 200 mil cópias. Posteriormente, “O Concreto Já Rachou” foi considerado pela revista Rolling Stone um dos 100 melhores discos da música brasileira, ficando em 57º lugar. Os shows de lançamento de “O Concreto Já Rachou” ocorreram nos dias 14 e 15 de fevereiro, no palco do Noites Cariocas, Rio de Janeiro.
“Minha Renda”, o primeiro clipe da banda e quarta faixa do disco “O Concreto Já Rachou”, teve estreia no Fantástico com apresentação do músico Herbert Vianna.

1987

Neste ano, a banda grava e lança seu segundo LP, “Nunca fomos tão brasileiros”. Produzido novamente por Herbert Vianna, o álbum é uma compilação de músicas antigas do repertório da Plebe, mas também conta com a inserção de composições novas, como “A Ida”.

1988

Em 3 de outubro, a banda divulgou seu terceiro disco: “Plebe Rude III”. Os destaques do trabalho são: “Valor”, “2ª Feriado”, “Repente” e “A Serra”.

1989

Jander, vocalista e guitarrista, sau da banda. No mesmo ano, a Plebe Rude deixa a gravadora EMI.

1990

A banda segue adiante como um power trio, com Philippe e André revezando os vocais que eram do Jander.

1992

Em 1992, o baterista Gutje sai da Plebe Rude.
Em 18 de setembro, foi divulgado o novo single “Esse Ano”, que faz parte do quarto disco da banda “Mais Raiva do que Medo”.

1993

Em janeiro de 1993, a banda lançou “Mais Raiva do que Medo” com dois shows de lançamento no Aeroanta, em São Paulo.

1994

A Plebe Rude finalizou 15 anos de história em um show na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, com a banda Ira!. André Mueller retornou à Brasília e Philippe Seabra se mudou para Nova Iorque.

1995

Os Paralamas do Sucesso foram proibidos de tocar a música “ Luiz Inácio (300 Picaretas)” em Brasília e, como forma de protesto, Herbert Vianna tocou “Proteção”.

1997

A gravadora EMI lança “Portfólio”, um Box set com os três primeiros álbuns da banda, que se esgotou rapidamente.
André foi ao encontro de Philippe, em Nova Iorque, e tocou com a sua nova banda, a “Daybreak Gentlemen”, a música “Até Quando Esperar”.

1998

Surgem boatos de retorno da Plebe Rude em sua formação original.

1999

A Plebe Rude volta à ativa com a sua formação clássica, em show no Festival Porão do Rock em Brasília e assinam contrato novamente com a EMI.
No mesmo ano, a banda gravou ao vivo o disco “Enquanto a Trégua Não Vem” com produção de Herbert Vianna, parceiro de longa data do grupo. A gravação foi realizada no estúdio da gravadora, local onde os três primeiros discos do grupo foram produzidos.

2000

O lançamento de “Enquanto a Trégua Não Vem” aconteceu no dia 11 de abril de 2000. Os destaques do álbum são “Luzes”, “Medo” (Cólera) e “Voz do Brasil”.

2003

Plebe Rude realizou show no encerramento da exposição do Renato Russo no CCDB, em Brasília. Foi a última apresentação da banda com Jander.

2004

Jander, vocalista e guitarrista, sai da banda.
O músico Clemente Tadeu Nascimento ingressou na Plebe Rude em show realizado no Circo Voador (RJ), no dia 27 de novembro. Praticamente sem ensaios, o vocalista e guitarrista dos Inocentes dominou o palco conquistando o público e os outros integrantes da banda.

2005

Clemente, o novo integrante da Plebe Rude, se apresenta pela primeira em Brasília, cidade natal da banda. O show aconteceu no dia 1º de maio na Concha Acústica.

2006

Plebe Rude lança “R ao Contrário”, no dia 16 de junho, através da revista Outracoisa. O álbum, composto apenas por músicas inéditas, representou o trabalho da nova formação da banda: Philippe Seabra (vocal e guitarra) e André X (baixo), pertencentes à formação original; Clemente (guitarra e vocal), também integrante da banda Inocentes, e Txotxa (baterista). O disco possui 12 faixas e conta com o próprio Philippe Seabra como produtor.
O show de lançamento aconteceu no Circo Voador, Rio de Janeiro, e contou com abertura de Dado Villa-Lobos e participações de Marcelo D2, Herbert Vianna e Lobão.

2010

O documentário nacional sobre a trajetória do cenário rock/musical de Brasília nos anos 80, “Rock Brasília – Era de Ouro”, conquista o prêmio de “melhor documentário” no Festival de Paulínia.

2011

Em 2011, a Plebe lança o DVD e CD "Rachando Concreto: Ao Vivo em Brasília" que conta com um resumo da carreira da banda. No mesmo ano, o álbum concorre ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro.
Plebe Rude recebeu o título de cidadão honorário de Brasília.

2013

Em maio deste ano, o longa metragem “Somos Tão Jovens” é lançado nacionalmente. A obra narra a história de Renato Russo e seus amigos na cena do rock de Brasília. Philippe Seabra foi consultor do filme.
Philippe Seabra foi responsável pela trilha sonora do filme “Faroeste Caboclo”, dirigido por René Sampaio. A obra, que retrata a vida de “João de Santo Cristo”, conta com a aparição da banda no seu início de carreira, em uma apresentação na Universidade de Brasília. O filme rendeu a Philippe o prêmio de “Melhor Trilha Sonora Original” no “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” de 2014.

2014

Em abril, a banda se apresentou ao ar livre na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, acompanhada pela Orquestra Sinfônica da cidade, sob regência de Claudio Cohen.
Em dezembro, a banda lança seu sexto disco de estúdio: “Nação Daltônica”. O trabalho conta com dez músicas inéditas.

2015

Análise do álbum “Nação Daltônica” pela Rolling Stone, enaltece o cunho político das letras.
Em agosto, a Plebe Rude apresentou “Nação Daltônica” à sua cidade natal na comemoração dos 42 anos da Rádio Transamérica. O evento aconteceu na Torre de TV de Brasília.
Além disso, a banda realizou dois shows de lançamento de “Nação Daltônica”, no Sesc Belenzinho, em São Paulo

2016

No dia 25 de fevereiro, o álbum de estreia da Plebe Rude celebrou seus 30 anos de existência no Sesc Pompeia, mesmo local onde foi lançado em São Paulo.