Plebe Rude

www.suaturma.com - 16/09/2003
Por Welbert Rabelo

Por volta das 2 horas e 30 minutos, a principal atração da noite sobe ao palco: PLEBE RUDE. A banda que já tinha um tempo que não se apresentava na capital federal foi recebida calorosamente pela platéia que gritava por várias vezes: "A-ha, U-hu, a Plebe tá de volta!!!". Aliás, tal frase iria ser repetida por toda a apresentação do conjunto.

Diante de uma recepção tão animada, o conjunto não decepciona e abre com a mais do que clássica dos anos 80: "Brasília". Considerada um hino da época, a música foi cantada por todos os presentes, num verdadeiro revival oitentista. Para manter o local inflamado, a PLEBE RUDE toca mais duas faixas do seu primeiro trabalho O Concreto Já Rachou (1985): "Seu Jogo" e "Minha Renda".

Em seguida, foi a vez dos presentes curtirem a excelente "Bravo Mundo Novo", faixa de abertura do álbum Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987). A pedido da platéia, o conjunto executa "Johnny", que foi cantada em uníssono, mostrando que os antigos sucessos da PLEBE RUDE ainda continuam vivos nos corações de seus fãs.

Em homenagem ao falecido amigo Fejão (que fez parte da antiga banda brasiliense dos anos 80, ESCOLA DE ESCÂNDALOS), a PLEBE RUDE toca o hit "Luzes" (que não só foi a música de trabalho do disco ao vivo Enquanto A Trégua Não Vem de 2000, como seu vídeoclipe foi bastante veiculado na MTV). Mais uma vez, os fãs dão uma recepção calorosa à banda, cantando junto até o final dela.

Outro fato interessante, é que a PLEBE RUDE nesta noite se mostrou bastante descontraída e à vontade no palco, fazendo com que todos entrassem num verdadeiro ritmo de festa. Em resposta, a galera dançou bastante em "Códigos" (do disco Nunca Fomos Tão Brasileiros de 1987) e se emocionou na bela "Este Ano" (do CD Mais Raiva Do Que Medo de 1992). Em seguida, foi a vez dos presentes curtirem a cover do conhecido grupo paulista CÓLERA: "Medo".

Para ajudar o público a recuperar o fôlego, o grupo executa uma versão semi-acústica do hit "A Ida". Com o gás recuperado, a PLEBE RUDE fêz a galera levantar a poeira com a animada "Sexo e Karatê", emendada com a outra versão de "Proteção" (que saiu como bônus no relançamento do CD Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987).

Logo após, o conjunto sai do palco para um breve intervalo. Enquanto os plebeus não voltavam, o público começou a cantar o refrão de "Até Quando Esperar", demonstrando a saudade de assistir a banda novamente em Brasília. Em retribuição, a PLEBE RUDE volta ao palco para o bis com tudo, mandando a empolgante "Plebiscito" (do disco Plebe Rude III de 1989) e uma de suas primeiras composições: "Pressão Social" (que contou com a participação especial de Renato Russo no álbum Mais Raiva Do Que Medo de 1992).

Para encerrar, nada melhor do que pedida pelos fãs durante a pequena parada: "Até Quando Esperar". Será que alguém duvida que o lugar pegou fogo, neste final de apresentação em alto estilo?

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