Plebe Rude

www.oconcretojarachou.vilabol.uol.com.br - 23/01/2002
Por Reinaldo Gonçalves de Oliveira Filho

O maior encontro do Rock Nacional!!! Assim é definido o projeto "Combate Rock". Idealizado por Dado Villa-Lobos (ex-guitarrista da Legião e atual dono da gravadora Rock It!) e Fred Nascimento (guitarrista "estagiário" do Capital), este é um projeto que surgiu quando Dado foi convidado pra tocar num festival em 98.

"Por volta de Novembro de 98, recebi surpreendente convite para tocar na festa de encerramento de um festival de rock, promovido por uma marca de cerveja. Expliquei aos produtores do evento que a banda, na qual eu costumava tocar, saira de cena há mais de dois anos. Não se importanto com este pormenor, insistiram, apresentando condições do evento, além de confirmarem que a festa seria no Morro da Urca, um dos mais belos palcos do planeta e de onde, praticamente, se projetou a dita geração 80 da música jovem brasileira. Esse argumento foi o bastante para logo me certificar e me convencer que: PRECISO MONTAR UMA BANDA!", conta Dado.

Para isso se tornar possível ele convidou seus amigos, entre eles, figuras como Nasi (Ira!), Herbert Vianna (Paralamas), Roger Moreira (Ultraje), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Mingau (Ultraje), Philippe Seabra e Jander Bilaphra (Plebe Rude), e outros.

Depois de detonarem no palco com um grande time, veio a idéia de registrar essa noite memorável em um disco. Em 2001 o disco é lançado pela Rock It! (selo de Dado Villa-Lobos) sob a produção do veterano Tom Capone.

Resultado: Um arquivo pra mostrar pros netinhos!!!!!

O disco é composto por alguns clássicos dos anos 80. Herbert Vianna canta Geração Coca-Cola (clássico do Aborto Elétrico, gravado posteriormente pela Legião), Dinho Ouro Preto canta Fui Eu (Paralamas), Roger canta Shenna is a Punk Rocker do Ramones, Toni Platão canta Será (mais um clássico da Legião). Até ai nada de anormal. Porém a grande surpresa (para alguns). De 13 faixas do disco, 3 são da Plebe Rude. A banda é o grande destaque do álbum, nem a Legião (banda do "líder" do projeto) foi tão lembrada nesse disco que nem a Plebe. Nasi (Ira!)canta Até Quando Esperar (o hino dos anos 80), Rédson (Cólera, banda punk paulistana) destrói em Pressão Social e Herbert Vianna faz uma parceria com Jander (vocalista e guitarrista da Plebe) em Sexo e Karatê. E ainda Philippe Seabra canta Lost in Supermarket do The Clash. Ou seja, de 13 faixas, 4 tem Plebe envolvida!!!! Dessa vez os plebeus não podem reclamar, a justiça prevaleceu!!!

Esse disco é uma das provas de que a Plebe não pode ser esquecida, está mais forte do que nunca e tem um grande valor dentro do histórico movimento oitentista!!!

Só nos resta aguardar pra que as pessoas que se dizem entendedoras do assunto abram os olhos e lutem pela volta concreta da banda mais honesta e injustiçada do país!!!

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