Plebe Rude

Nunca fomos tão Plebe Rude

Gazeta de notícias - 25/07/1987
Por Maria Silva

Sem influência de tropicalismo, Beatles ou Roling Stones, o conjunto Plebe Rude, lançou o seu novo disco "Nunca Fomos Tão Brasileiros", fruto de cinco anos de estréia. Com muita fumaça, gritos e encantos, os meninos conseguiram levar semana passada ao Canecão, onde se apresentaram, públicos de todas as idades. Parecia ser um show para adolescentes, mas sabe-se que os adultos também fizeram questão de ver de perto e acompanhar o som do rock moderno.

Plebe Rude, investiu de verdade num rock diferente de outros conjuntos, sem lenço e sem documento e eles galgaram uma estrada cheia de curvas e hoje estão com uma boa repercussão diante desse público. "Somos muito jovens e trabalhamos todos em conjunto. Sempre pintam umas neuroses como em toda relação, mas nada nos influencia a reparar o erro do outro com críticas. Vivemos um em função do outro. Foi assim que nasceu Plebe Rude. Este nome é forte e soa bem nos nossos ouvidos, nos ouvidos do nosso povo de Brasília e do Brasil. Hoje carregamos uma forte bagagem dos anos iniciais da nossa carreira, que foi surgindo porque em Brasília não havia nada para se fazer. É uma cidade sem tradição e sem opção cultural. Foi aí que resolvemos montar alguma coisa sem ilusão de disco, sem ânsia de ganhar dinheiro, era mais um divertimento. Só que o negócio foi crescendo e estamos aqui gravando pela Odeon com um público já definido. As nossas músicas são executadas em todos os lugares, bares, lanchonetes, porque ainda é diversão. Daqui pra frente vamos fazer músicas novas mas elas terão sempre o sentido da palavra diversão, porque não fazemos nada forçado, tudo que fazemos vem com total naturalidade".

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