Plebe Rude

Plebe Rude :: R ao Contrário
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R ao Contrário
1 - O que se faz
o_que_se_faz.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
O que se faz
Música e letra: Philippe Seabra e André X
Letra

O que se faz se paga
O que se faz aqui
Os danos no seu rastro 
Não deixam de existir

Às vezes, só do inferno é que se vê o céu 
Veja com os seus olhos o que eu já vi com os meus

Nada justifica os meios, nem o fim
Todo preconceito vai te perseguir até o inferno

Se nascemos só uma vez
Isso é o melhor que pode fazer?

E as promessas que você faz
Você vai alcançar jamais
Pra que a pressa? Pra onde vai? 
Aqui se paga todo mal que faz

Pode fazer o que quiser 
Pode dizer o que quiser
Mas eu vou desmentir cada palavra

Pode contar sua versão
Pode viver em negação
Não enxerga que os dias estão contados? 
Isso é o melhor que pode fazer?

Às vezes, só do inferno é que se vê o céu 
Saia dos seus sapatos e tente andar nos meus

História

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R ao Contrário
2 - E Quanto a Você?
e_quanto_a_voce.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
E quanto a você?
Música e letra: Philippe Seabra
Letra

O que se faz se paga
O que se faz aqui
Os danos no seu rastro 
Não deixam de existir

Às vezes, só do inferno é que se vê o céu 
Veja com os seus olhos o que eu já vi com os meus

Nada justifica os meios, nem o fim
Todo preconceito vai te perseguir até o inferno

Se nascemos só uma vez
Isso é o melhor que pode fazer?

E as promessas que você faz
Você vai alcançar jamais
Pra que a pressa? Pra onde vai? 
Aqui se paga todo mal que faz

Pode fazer o que quiser 
Pode dizer o que quiser
Mas eu vou desmentir cada palavra

Pode contar sua versão
Pode viver em negação
Não enxerga que os dias estão contados? 
Isso é o melhor que pode fazer?

Às vezes, só do inferno é que se vê o céu 
Saia dos seus sapatos e tente andar nos meus

História

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R ao Contrário
3 - Discórdia
discordia.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Discórdia
Música e letra: Philippe Seabra
Letra

Me venda os olhos
Amarre as minhas mãos
Eu me rendo a falta de opção

Me cala a boca me diga não
Me venda os olhos e amarre as minhas mãos
OK, se tudo tem um fim 
A única coisa que terá de mim

Discórdia

O que espera de mim e eu de você?
Quem dita as regras,quem da o braço a torcer?
OK, pela definição 
Você intransigência e eu convicção

Discórdia 
Seu toque é meu empurrão

Preconceito, prejulgado 
O pretexto esta errado
Prepotência aponta o dedo 
O prejuízo que é causado

Passa o seu pior lado 
Pra provar quem esta errado
Quem julga será julgado 
Incompreensão do outro lado

Os extremos de mãos dadas 
No reflexo disfarçado 
Escolha as armas e seu lado

Raiva mostra a direção
Eu me rendo a falta de opção

História

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R ao Contrário
4 - Mil Gatos no Telhado
mil_gatos_no_telhado.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Mil Gatos no Telhado
Música e letra: Philippe Seabra
Letra

É, mil gatos no telhado
Para o desavisado deveria bastar

Quem é que duvidaria
Da bandeira lá de cima

Mas para você não há nada de errado
Acorrentado sem saber

Roendo aqui do lado, não ouve, não vê?
Já vi essa história antes 
Muda a data e os nomes e só resta você

Sempre de braços cruzados, anestesiado pela fé

Veja você, o medo que ninguém precisa ter
Se há o que temer, que venha
Que alguém foi antes de você

Condicionado pela vida
Enfrentando todo dia mesmo sem poder

Acostumado à rotina
De ser julgado a revelia por quem não te vê

Sempre estacionário
E o resultado sabe de cor

Mil gatos no telhado perante você
Mil ratos no sobrado perante você

História

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R ao Contrário
5 - Suficiente Por Um Dia (ou dois)
suficiente_por_um_dia.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Suficiente por um dia (ou dois)
Música e letra: Philippe Seabra
Letra

Você me diz que quer fugir pra bem longe
Não sabe bem do que nem pra aonde
Sempre me pareceu errado 
Escolher as armas antes do seu lado

Nada ameniza a dor que sente 
Só a noção que nem sempre vence

Eu já tive o suficiente por um dia, ou dois
Você, já?

Tudo tem um jeito eu sei 
Mas pagar o preço ninguém quer
E mesmo se lhe cedessem a vez
Nunca é o suficiente pra você

Devagar te empurram pro limite 
Só eu sei porque ainda insiste

Embaça toda visão pra cinza 
O que que a indecisão lhe ensina?

Eu já tive o suficiente por um dia, ou dois
Você, já?

Mesmo se soubesse antes eu faria tudo igual

História

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R ao Contrário
6 - Traçado Que Parece o Meu
tracado_que_parece_o_meu.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Traçado que parece o meu
Música e letra: Philippe Seabra
Letra

Quando eu me deito me cubro de razão
A incerteza expõe meus pés e a contradição

É tanto esforço,tanta resistência
Só pra ganhar mais tempo que ninguém vai esperar

E se depois daqui
Não houvesse nada, não houvesse nada?

Falha os sentidos e o instinto trai
Bom senso vai embora mas o medo nunca vai 
Que traçado se repita no desacerto e andar
Afastando qualquer lição sem por nada no lugar

E se depois daqui
Não houvesse nada, não houvesse nada?

Sua respiração
Tão perto que posso sentir o medo daqui
Cada passo seu 
Traçado que na direção parece o meu

Passa ser um vício no instante em que você
Achar que poderia largar a hora que quiser

E se depois de mim 
Não houvesse nada, não houvesse nada?

História

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R ao Contrário
7 - Mero Plebeu
mero_plebeu.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Mero Plebeu
Música: Philippe Seabra / Letra: André X e Philippe Seabra
Letra

Nunca exiga um ato de fé
De quem não acredita mais em você 
As lágrimas não vão me converter

A cachaça para o santo já evaporou
Assim como a fé

De esperança a desespero
O pouco que resta desperdiçada em você
Pela última vez

Sabe, quem prometeu não é mais que mero plebeu

A vela da promessa já se apagou 
Assim como a fé

História

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R ao Contrário
8 - Katarina
katarina.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Katarina
Música: Philippe Seabra / Letra: Philippe Seabra e André X
Letra

Será que enxergo o que ninguém vê?
Ou o meu problema é o jeito de ser

Katarina não vê
Passiva aceita sem nem perceber

A garantia dada ao nascer
É a certeza do que vai morrer
A vida inteira só pra virar 
Mais um numero de estatística

Katarina não vê 
Involuntariamente passa ser

Não quero ser tão inconveniente 
Mas deve haver uma explicação
Com a vida inteira bem na sua frente
Com o mundo inteiro aí
Porque você ainda pede permissão?

Seduzidos pela luz 
Oprimidos pela cruz
Sem noção do ridículo
E adivinhe quem é o próximo a engolir

A capa do mês, o eliminado da vez
Só preenchem a lacuna da sua estupidez
A melodia no ar, demagogia no ar 
Iluminando as paredes da sala de estar

Katarina não vê 
Engraçado, até parece você

História

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R ao Contrário
9 - R ao Contrário
r_ao_contrario.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
R ao Contrário
Música e letra: Philippe Seabra e André X
Letra

R ao Contrário 
E bem alto diz quem é

Espere ao contrário 
Nem de cima, nem da fé

Inverta toda ordem
Antes desordem que estagnação

Pense ao contrário
E imagina como poderia ser

Tente ao contrário 
Pois do passado que aprendeu?

Inverta toda ordem 
Antes desordem que a previsão

R ao contrário e bem alto 
Diz quem é

Pense ao contrário 
Desliga o rádio e destrua a TV

Veja, tem tantos outros 
Com a mesma raiva que você

Inverta toda ordem
Antes desordem que a rendição

O rádio não importa
Sua TV não importa
Religião não importa 
Opinião não importa
Instituição não importa
Governo então, me revolta

Eu juro que vou embora
Se esta porra não engatar

Os erros não foram meus 
Então porque devo pagar?

Inverta toda ordem 
Antes desordem que a rendição

Tente ao contrário 
Pois do passado que aprendeu?

História

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R ao Contrário
10 - Dançando no Vazio
dancando_no_vazio.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Dançando no Vazio
Música: Fox, Jennings, Owen, Ruffy / Versão: Philippe Seabra
Letra

O mundo é pequeno do meio da multidão 
O corpo acompanha mas o instinto não
Sem perspectiva nem espaço pra mexer
Não é o melhor que se pode fazer

Uma voz vem do chão - nunca se renda
Do meio da multidão - nunca se renda
Não vou engolir sua propaganda, propaganda, propaganda

Levanta a cabeça, algo estranho no ar
Num mar de cabeças um começa a pensar
Todos em volta,a mesma sensação
De não pertencerem ao lugar aonde estão

Dançando no vazio, Dançando no vazio 
Olhando pro vazio, Olhando pro vazio
Dançando no vazio, Vivendo no vazio

Sem querer, sem poder sua geração
Ganhou de herança toda frustração
Sem nada no bolso nem pra aonde correr 
Não é seu lugar e um dia vão perceber
Nunca se renda

História

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R ao Contrário
11 - Remota Possibilidade
remota_possibilidade.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Remota Possibilidade
Música: Philippe Seabra, André X e Jander Bilaphra / Letra: Philippe Seabra e André X
Letra

O sol se põe longe daqui 
O mundo deixa de existir
E com o anoitecer, a ameaça

Toda fragilidade
Sua e da sua cidade
Vem a tona para te lembrar o que pensa... Sabe lá

Todos os dias têm uma hora em que
Cai o horizonte e você cai em si
Da fragilidade,sempre por um fio 
Com a noite que vai chegar

E o fim do dia 
Te persegue como má noticia
Deixando no seu rastro a insegurança

De se sentir como só mais um
Sem nome, só mais um número
Perdido bem no meio de indiferença... Sabe lá

Parece distante, remoto talvez
Mas um dia você terá a sua vez
O sonho se vai, assim como a fé, num simples apagar

Toda fragilidade
O temor não é só seu
Tudo na vida passa 
E se não passa, passa ser

O reflexo da cidade 
No olhar de quem sofreu
Marcado para sempre
E o número passa ser o seu

Mas ainda há luz o suficiente pra ver 
O contorno da dor rondando você
Da fragilidade,de como esta só
Esperando a manhã chegar

Remota possibilidade 
Sem cor, sem rosto ou idade
O próximo número pode ser seu

A expressão no seu rosto
De ter sentido o gosto 
Só pra lhe ser arrancado sem pedir licença

História

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R ao Contrário
12 - Voto Em Branco
voto_em_branco.mp3
9-R_ao_contrario-2006.jpg
Voto em Branco
Música e letra: André X
Letra

Imaginem uma eleição em que ninguém fosse eleito
Já estou vendo a cara do futuro prefeito
Vamos lá chapa, seja franco 
Use o poder do seu voto, vote em branco

Vote em branco!

Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém

Esquerda direita, em cima em baixo
Você assim e eu assado
Quando vamos para de tomar lados? 
Quando vamos parar de ser enganados?

Enganados!

“Você está sentado no bar, num happy hour tomando um choppinho no fim de tarde, quando entra um cara cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’.

Você olha pra ele, não presta atenção, acha que é um louco. Agora, duas pessoas. Duas pessoas entrando no mesmo bar cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’. Vão achar que são dois palhaços, ainda não vão prestar atenção.

Mas agora são dez pessoas em volta do bar marchando e cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’. As pessoas vão colocar os seus chopps na mesa e vão prestar atenção. Elas vão achar que é uma gang. Agora temos 100 pessoas andando pela rua e cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’ atraindo mais e mais pessoas. As pessoas vão ver que é um movimento, elas vão aderir.

E é isso mesmo. Elas querem mandar uma mensagem. E a mensagem é essa: Estamos de saco cheio de não sermos representados. Estamos de saco cheio de só sermos lembrados de quatro em quatro anos quando vocês querem nossos votos. Vocês não nos representam, por isso vamos ser alguém e votar em ninguém”.

Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém

História

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